Há poucas coisas mais interessantes que ver uma pessoa, que acredita não ser observada, a efectuar actividades aparentemente simples, mas que revelam uma mística complexa. Uma mulher, sozinha na praia, andando de um lado para o outro, senta-se, acende um cigarro, olha para o mar, imaginando a sua vida como uma obra de arte criada por deus, libertando aquela melancolia quase palpável, de alguém que espera a iluminação, a redenção que nunca chega.
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