Há algo de romântico na ideia de paganismo, de abraçar o oceano e a atmosfera, o dia e a noite, o Sol e a Lua. Um reconhecimento não de abstracções, mas daquilo que se é capaz de ver e ouvir, de tocar e saborear. Ela sente-se minúscula quando comparada com a natureza que a rodeia. Acender uma fogueira funciona como uma suplica piedosa, não se sabe o que ela vai suplicar, mas, há uma perenidade espiritual na genuflexão diante de algo no Universo muito maior do que ela. Por isso, mesmo que não seja bruxa, talvez ela gostasse de o ser, para, pelo menos uma vez, fazer alinhar o eixo mundo com os seus desejos.
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